Islamismo e Cristianismo treze seculos de guerra

O massacre ocorrido no passado Domingo de Pascoa em Sri Lanka constitui um dos mais hórridos episódios do confronto entre o mundo cristão e islâmico, um conflito entre religiões que dura há mais de treze seculos.

As origens remontam ao século VII quando o profeta Maomé regressou do retiro espiritual que alterou para sempre a história da humanidade.

A mensagem que recebeu de Alá foram os ensinamentos inseridos no Alcorão, livro sagrado do mundo islâmico.

Tal como o Novo Testamento o Alcorão é um livro que define os princípios de culto religioso na sua essência e pureza.

Para os cristãos seria a Igreja a instituição a  interpretar os exórdios enunciados por Jesus Cristo. O mesmo sucederia ao islamismo através de estudos interpretativos feitos por religiosas designados por “Adites”.

Cem anos mais tarde, em 711 AD, com a invasão da Península Ibérica a partir de Gibraltar, por hostes muçulmanas lideradas por Tárique*, à pureza dos dois credos monoteístas seria incorporado o desígnio de conquista geopolítica, confronto que se propagou até aos nossos dias.

A ofensiva Cristã registou-se com a Primeira Cruzada, promulgada em 1095 pelo papa Urbano II com o intuito de libertar Jerusalém e a Terra Santa.

Um dos maiores desaires da Cristandade teria lugar em 1453, com a tomada de Constantinopla, capital de Bizâncio, império Romano do Oriente, por turcos muçulmanos.

A queda de Constantinopla, hoje Istambul, seria o percursor da invasão da Europa Balcânica e de trezentos anos de batalhas que levaram as hostes otomanas às portas de Viena de Áustria.

 O Império Otomano só seria expulso definitivamente da Europa em 1912, mas devido a esse período de ocupação islâmica nos Balcãs, vários países dessa região europeia tem alta percentagem de população muçulmana, como Bósnia, Kosovo, Macedônia e Albânia.

Contemporaneamente são algumas dessas regiões que estão na origem da radicalização, no seio do culto islâmico, por alguns grupos minoritários.

O apoio político e militar proporcionado pelos Americanos à causa Talibã para suprimir a presença Soviética no Afeganistão, conduziria ao fundamentalismo da Al-Qaeda.

De igual modo foi a perseguição aos povos islâmicos da Chechénia pela Rússia e da Croácia e da Bósnia pelos Sérvios que serviu de semente do radicalismo islâmico internacional.

Os movimentos radicalistas islâmicos são a evolução contemporânea do movimento que disfere mortíferos ataques por todo o Mundo, servindo-se do mais avançado armamento e técnicas de comunicação para disseminar o sangrento flagelo a que diàriamente assistimos e que para o qual, como a história refere , não existe trégua ou solução visível.

*A origem da palavra Gibraltar em  árabe “Jabal Tarik”, literalmente a” montanha de Tarik”.

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