“Às vezes acham que sou tolo, que caí aqui de paraquedas e não percebo nada disto”

Às vezes acham que sou tolo, que caí aqui de paraquedas e não percebo nada disto”

Não foi preciso que ninguém alvitrasse tais malsinações sobre o dirigente do Partido Social Democrata português Rui Rio.

Ele próprio afirmou o que muitos já pensavam.

Mesmo para quem tivesse pouca sapiência sobre o que se passa nos bastidores do PSD/PPD, Rui Rio tem dado mais a ideia de ser um PPP, “pacóvio provinciano portuense”, muito pouco batido no sofisticado ambiente de conspirações palacianas dos seus correligionários da Capital.

Uma interminável sequência de polémicas decisões e de falta de discernimento político, demonstradas por Rui Rio, tem abalado os alicerces e a unidade do que foi durante muitos anos foi o maior partido político português.

Ainda que Rui Rio tenha sido um munícipe nortenho de sucesso, desde que assumiu a liderança dos destinos do PSD, tem demonstrado não possuir a “abrangência” suficiente para dirigir o partido mais representativo da direita, ou para aspirar ser primeiro-ministro dos portugueses.

A escolha dos militantes social-democratas, realizada no inicio do ano passado para o sucessor de Pedro Passos Coelho, tinha sido entre o “lisboeta”, Santana Lopes, uma personalidade de direita, e o pragmático centrista Rui Rio, “um tripeiro”, que terá beneficiado de rivalidades entre “lisboetas”, ao preferiram o candidato da “província”.

Santana Lopes, pressagiando a derrocada do PSD sob a chefia de Rui Rio, decidiu criar um partido frontalmente de expressão de direita: a ”Aliança”.

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Santana Lopes foi destituído de Primeiro-ministro durante a vigência do Presidente Socialista Sampaio, que era um admirador de Fidel de Castro, e que não hesitou em afastar o governo do PSD para dar oportunidade ao “memorável executivo” do correligionário de José Sócrates

A designação Aliança denota a intenção de ressuscitar os tempos áureos da social-democracia do final dos anos setenta, coligação de partidos de direita “Aliança Democrática”, que sob a égide do fundador do PSD, Sá Carneiro, dominou a panorama político em Portugal.

Seja qual for o futuro da Aliança e do renascimento da pretendida coliquação de direita em Portugal, o que parece ser mais certo, e já evidenciado pelo teste balão das eleições europeias, as próprias perspetival do Partido Social Democrata, sob Rui Rio, que afirma ”não ser tolo, nem ter caído de paraquedas ( em Lisboa) ” ,não se apresentam auspiciosas para as eleições legislativas do fim do Verão …

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