ONU …75 anos sem validade

Há uns bons anos, quando visitei Nova Iorque pela primeira vez , tive interesse em ir ver a sede das Nações Unidas e fiquei francamente desapontado com a aparência de tão famoso edifício, que já na altura em comparação com outros arranha-céus de Manhattan mais parecia um prédio de apartamentos de renda económica.

Para a época teria sido uma construção imponente mas na actualidade tem um ar ultrapassado, o mesmo que sucede a própria organização mundial que este ano soma 75 anos de existência.

Fundada em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a organização tinha como objectivo criar uma numa nova ordem de concórdia e paz mundial.

A exemplo de similar organização internacional, a Sociedade das Nações, instituída em 1919, no termo do da Primeira Guerra para salvaguardar o mundo de conflitos, também as Nações Unidas parecem ter chegado o ao seu termo de validade e de legitimidade para impedir que o mundo seja mais pacífico.

A função apaziguadora de hostilidades da ONU deixou de ter significado e utilidade perante a incapacidade de impedir horrorosos massacres como o Ruanda ou o genocídio da população Bósnia.

A credibilidade da ONU foi decisivamente destruída e a sua inutilidade definidamente comprovada, quando a missão dos capacetes azuis que tinha como objetivo desarmar das milícias sérvias não foi capaz de impedir a chacina carnificina de 8000 de homens e jovens ocorridos no massacre em  Srebrenica, no verão de 1995.

Depois disso a acção paramilitar da ONU tem-se  concentrado em hostilidades de escala medíocre principalmente em África.

O descrédito da ONU deve-se ao poder de veto e jogos de interesses das grandes potências nas resoluções do Conselho de Segurança, que incapacita a organização de intervir nas principais zonas de guerra mundiais.

A imagem de mercenarismo nestas operações militares foi ratificada numa resolução aprovada em meados do ano passado pela Assembleia-Geral do organismo, que estipula um bónus de cerca de 1500 dólares americanos mensais por cada soldado mobilizado para as zonas de guerra.

Fundos que os governos podem arrecadar ou partilhar com os elementos das tropas mobilizadas.

Perante o cenário da ONU se limitar a proferir moções, que não tem nenhum impacto real no panorama mundial, será de interrogar se se justifica a existência dum organismo, que ao fim de setenta e cinco anos, pouco ou nada serve para salvaguardar a paz no mundo 

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