Isabel dos Santos … indignação dos hipócritas

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Para além dos 750 mil documentos apresentados por uma equipa de jornalistas internacionais, liderada pelo diário norte-americano “New York Times”, que dissecam o “império” da filha do ex-presidente Angolano, Isabel dos Santos, os rios de tinta que já correram sobre o assunto e as horas de televisão sobre o tema, salientamos duas questões vitais e que o sensacionalismo das notícias está a ignorar.

Como foi possível criar e gerir um enorme império de alegadas irregularidades, sem que as grandes companhias internacionais de consultoria não levantassem nenhuma suspeita durante tantos anos.

Neste contexto parece evidente que as mais conceituadas empresas de auditoria mundiais, que prestaram serviço aos consórcios de Isabel dos Santos e bem se pagaram dos serviços prestados, para manter silêncio sobre eventuais irregularidades cometidas.

O mesmo sucede com as entidades reguladoras e os maiores bancos mundiais, que nada suspeitaram e que durante tantos anos efectuaram todas as operações solicitadas pelo grupo de companhias de Isabel dos Santos.

Em Portugal, na era ” post” Sócrates em que a economia portuguesa estava moribunda e onde a filha do antigo ditador angolano aplicou a maior parte dos seus investimentos, quer o Banco de Portugal e as grandes famílias tradicionais da finança portuguesa, com os quais Isabel firmou grandes alianças económicas, também não viram nada de suspeito.

O mesmo aconteceu anteriormente com bancos como o BPN ou  BES.

 Nada viram ou suspeitaram.

Só agora que Eduardo dos Santos já não e líder em Angola e a filha deixa de ser considerada “intocável” em Portugal, que os bancos, os auditores e as entidades reguladoras descobrem que haveriam irregularidades que deveriam ter sido denunciadas.

A hipocrisia estende-se à comunicação social, que diariamente idolatrava, laureava e glorificava o génio empresarial da “Princesa de Angola”.

De súbito, de fada miraculosa, que tocava com a sua varinha magica todos os sectores da economia portuguesa, passou a bruxa e “má” da fita.

Quantos minutos de canais de televisão serão necessários para identificar no batalhão de bajuladores, que lambia os passos de Isabel dos Santos nas visitas e nas inaugurações dos seus empreendimentos.

Nessas imagens iremos identificar políticos, alta finança e membros do governo, todos de ar solícito e servil, perante a maior investidora estrangeira na economia portuguesa.

A maior desonra vai para os portugueses que tudo permitiam e tudo facilitaram e que agora se mostram moralistas e indignados.

Para Isabel dos Santos, e o seu ” Império Colonial Português “, há mais bancos, no Médio e no Extremo Oriente, que vão acolher de braços abertos os seus investimentos.  

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