Terra Brava

As telenovelas portuguesas “Terra Brava” e “Nazaré” obtiveram recentemente os mais altos galardões no festival World Media realizado recentemente na Alemanha.

O festival que anualmente se realiza na cidade de Hamburgo, contou este ano com a participação de 32 países, abrangendo diversas formas de comunicação, quer televisiva, internet ou imprensa, num total de cerca de oitocentas candidaturas.

O fato de duas telenovelas portuguesas terem conquistado respetivamente medalhas de ouro e prata prova que o formato de programas televisivos portugueses de ficção evoluíram de modo formidável, desde a época em que as telenovelas brasileiras invadiram a televisão portuguesa, criando um espaço aparentemente impenetrável aos primórdios de séries nacionais como “Vila Faia”.

Para os portugueses residentes no estrangeiro as telenovelas podem constituir um instrumento para melhor melhor conhecimento da cultura e da língua portuguesa.

“Terra Brava “revela na estrutura do argumento ,e no bem articulado diálogo, um óptimo domínio do português ,atributo que falta a muitas outras produções nacionais.

A excelente cinematografia presta justo tributo ao labor agrícola e beleza paisagística das planícies e albufeiras do Alentejo.

Tudo se conjuga a um firme punho de realização , incluindo uma adequada banda sonora ,para resultar um programa de qualidade.

O elenco, constituído em grande percentagem por atores muito jovens, ilustra o nível de talento dramático das produções televisivas portuguesas do Canal SIC.

A única nota discordante será talvez o monopólio em cena duma forma de representar pirosa e já muito estafada em telenovelas anteriores ao estilo de “Bem Vindos a Beirais”.

A personagem “Prazeres”, interpretada por Noémia Costa, funciona como excessiva espinha dorsal de todo enredo, acabando por atrofiar a participação de quase todos colegas, nomeadamente Mariana Monteiro, Sara Matos ou Luciana Abreu.

A insistência em sketchs de personagens parolas destoam no conjunto global de qualidade da telenovela “Terra Brava“, um trabalho ao qual foi reconhecido evidente mérito por júris estrangeiros.

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