Jorge Pagan

Numa destas manhãs frescas de Inverno tive a notícia do passamento de Jorge Pagan.

Para as camadas mais jovens o nome pode não significar o mesmo que representa na memória colectiva da comunidade Portuguesa da África do Sul.

Conheci o Jorge já lá vão perto de quarenta e cinco anos tendo acompanhado a sua carreira como figura da comunidade, como empresário e como Compadre da Academia do Bacalhau.

Deixou uma marca visível no historial da nossa comunidade por ter sido um incansável promotor dos vinhos portugueses.

Por esse motivo foi justificadamente agraciando pelo Governo Português com a condecoração honorífica  de Comendador.

As maiores companhias portuguesas vinícolas e cervejeiras devem a popularidade dos seus produtos na África Austral, incluindo Moçambique e Angola, ao espírito empreendedor e ao modo criativo de fazer marketing de Jorge Pagan.

Recordo com exemplos a campanha de lançamento do whisky Findlaters, um whisky desconhecido na África do Sul que Jorge Pagan elevou nessa altura ao topo do consumo das marcas escocesas neste país, ou ainda de divulgação dos vinhos verdes portugueses, em acções de marketing inéditas nas cadeias supermercados locais , como as do vinho Santola.

A influência dessas acções de promoção levou os produtores vinícolas sul-africanos a criar novos produtos para contestar o crescimento dos vinhos de Portugal neste país.

Como dirigente associativo Jorge Pagan desempenhou vários mandatos nos cargos de Presidente da Academia do Bacalhau de Joanesburgo, Presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficências e foi um dos membros fundadores e patrocinador do clube de futebol Lusitano.

A memória que fica do Jorge Pagan é de que foi na vida profissional um empresário dinâmico e batalhador, dotado de convicções fortes, que indubitavelmente prestigiou o nome de Portugal no contexto da nossa comunidade.

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