Nos mares da China

Há cerca cento e sessenta anos Mattew Perry (não confundir com o ator da série televisiva“ Friends”), Almirante da armada norte-americana chegou a  baía de Tokio e começou a bombardear cidade.

A política de persuasão canhoneira utilizada pela neófita nação americana destinava-se a impor ao Japão para abrir as suas portas ao comércio bilateral

O Japão dessa época vivia sob um regime de imperialismo milenário de shogunato que mantinha a nação asiática isolada do resto do mundo.

A abertura ao comércio internacional teve como consequência imediata a liberalização política do país e o termo do regime de shogunato .

Em poucas décadas a rápida industrialização e encaminharam a nação nipónica a assumir um politica expansionista regional com principal alvo de conquista o continente chinês, muito especialmente a Manchúria, uma uma região rica em recursos naturais como o ferro e carvão, ingredientes vitais para industria nipónica

 O crescente poder económico e geopolítico do Japão era uma ameaça para os interesses americanos na área do Pacifico, daí resultando o boicote ao fornecimento de petróleo, essencial para um país que não possuía combustíveis para sua indústria.

A escalada de confrontação teve um perfil mais grave quando o Japão decidiu avançar com o projecto de invadir as antigas colónias holandesas do arquipélago malaio, ricas em recursos petrolíferos.

O episódio seguinte foi o ataque japonês à base americana de Pearl Harbour e o início da Segunda Guerra mundial.

Décadas passadas há um emergente paralelismo no confronta geopolítico entre a China e a América a que hoje assistimos.

A rivalidade económica entre a América e a China e o incremento presença militar chinesa, com a intenção de dominar estrategicamente a região do Pacifico, têm os mesmos contornos e motivações que teve a nação nipónica no século passado.

Seria aspiração universal que o antagonismo sino americano não assumisse escalada para termos bélicos, mas pelo contrário, desse lugar a uma nova Guerra Fria, tal como a que teve como reflexo final o desabar da União Soviética.

1989 Pekim Tianamen Square 2020 Hong Kong
Fotos Fox News

Um cenário que não será de descartar ou de considerar impensável, quando constatamos que a ruína dos regimes totalitários tem origem no seu próprio interior.

Tiananmen Square e a repressão de Hong Kong podem ser presságios do que poderá vir a suceder…

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