Bond a sério…

Sean Connery abandonou este mundo há poucas semanas e com ele partiu uma era mágica sem paralelo na história do cinema.

Foi no início na década de sessenta, quando a matinée ou a soirée cinematográfica eram a única janela de escapismo para procurar sonhos, romance e aventura.

John Wayne e   Humphrey  Bogart dominaram o cinema antes de James Bond

Nessa época dominavam nos filmes de cowboys, os “western”, o magnífico John Wayne e nos filmes policiais o carismático   Humphrey  Bogart

Foi então que surgiu nos ecrãs algo que não tinha precedentes, um novo modelo de herói de películas de acção, de serviços secretos e de intriga policial ,contracenando com as mais esbeltas beldades

Ainda os olhos não tinham captado as primeiras imagens, já a imortal banda sonora” lançava os primeiros acordes do que seria a inimitável assinatura musical dos filmes de “James Bond”.

O protagonista dessas novas películas combinava o charme e donjuanismo de estilo britânico, com a felina agilidade do mais exímio lutador.

Os primeiros cinco ou seis filmes da série James Bond, interpretados por Sean Connery, definiram um padrão que Ian Fleming, o próprio autor dos romances policiais que deram origem aos filmes , pessoalmente autenticara.

O agente secreto “007”era o “alter-ego” do romancista Ian Fleming

James Bond, o protagonista dos livros do agente secreto “007”, ao serviço de sua majestade britânica, era o “alter-ego” do romancista, Ian Fleming ,que foi um elemento dos serviços secretos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial

Não será possível imaginar o que Ian Fleming pensaria das versões de James Bond que seguiram , porque ele faleceu 1964, no auge das melhores películas da série, como” Dr No”,”From Russia with Love” e “Goldfinger”.
Ian Fleming supervisionou a fase inicial da produção dos filmes James Bond e teve influência decisiva na seleção do artista que iria personificar o adente 007.

Depois de Sean Connery o que se seguiu foi imagem do Bond bastante diversa do original, com interpretações da personalidade do agente secreto britânico ,de acordo com estilo de representação dos artistas que passaram a protagonizar as séries.

Melhor ou pior não teria sido, mas em abono da verdade já não era o Bond de Sean Connery que Ian Fleming criara nas suas novelas policiais.

Bond já não têm o impacto que tinha na década de sessenta, mas magia do estilo de Sean Connery, mil vezes imitado, sobrevive na ‘internet’, como sucedera na televisão e nas salas de cinema.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *